quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

PROJETO DEDO VERDE NA ESCOLA

Foto: Duda Bairros/Eurofarma

O projeto Dedo Verde na Escola foi iniciado durante o mês de agosto de 2011 na CEMEB Governador André Franco Montoro. Por meio do Instituto 5 Elementos, Instituto Eurofarma e Secretaria de Educação e Cultura de Itapevi (SEC), foram desenvolvidos encontros semanais com professores, funcionários, corpo gestor e alunos com o objetivo de melhorar a escola mediante a transformação do meio ambiente e construção de espaços educadores.

A iniciativa foi da professora Raquel, de ciências, que participa do curso de Educação Ambiental, também promovido pelo Instituto 5 Elementos, Instituto Eurofarma e SEC à educadores da rede municipal de ensino de Itapevi. Durante o curso, Raquel inscreveu a CEMEB Franco Montoro que foi selecionada pela Secretaria de Educação e Cultura entre outras escolas municipais que também haviam se inscrito para receber o projeto.

Foram realizados encontros semanais com a comunidade escolar. Para os encontros com alunos foram selecionados estudantes do 6º, 7º, 8º e 9º ano, inclusive do EJA (Educação de Jovens e Adultos.) que mais se interessavam na proposta.


Fotos: Gabriela Ribeiro Arakaki e Leila Maria Vendrametto.


Ao longo dos encontros foram desenvolvidas as seguintes ações: diagnóstico participativo - oficina de futuro, mapa verde -; elaboração participativa do plano de ação; jogos cooperativos; minhocário; visita técnica ao Centro de Educação Ambiental de Caucaia do Alto; coleta seletiva; plantio de espécies ornamentais e medicinais.

Fotos: Gabriela Ribeiro Arakaki e Leila Maria Vendrametto.


O ano foi encerrado com a realização de mutirões em dezembro que contaram com a participação de professores, alunos, coordenadores pedagógicos, funcionários, inspetoras, diretora ... E também com as professoras que organizavam os encontros, atividades semanais, mutirão: Leila e Gabriela, do Instituto 5 Elementos. Enfim todos que compreenderam o objetivo de tornar a escola um lugar mais VERDE!


Fotos: Duda Bairros/Eurofarma, Leila Maria Vendrametto e Gabriela R. Arakaki

Esta notícia foi escrita por Bruna Lau, aluna do 6º ano da CEMEB André Franco Montoro, com colaboração de Gabriela Ribeiro Arakaki.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Os mapas Rubem Alves

Two roads diverged in a wood and I –
I took the one less traveled by,
And That has made all the difference.
(Duas Trilhas bifurcavam num bosque e eu –
Eu fui pela menos percorrida,
E isso fez toda a diferença.)
Robert Frost

O sexto planeta era de vez maior. Era habitado por um velho que escrevia livros enormes “Ora, vejam! Eis um explorador!”, Exclamou ele logo que avistou o Pequeno Príncipe. O principezinho assentou-se a mesa, meio ofegante. Já viajava tanto! “De onde vens?”, perguntou-lhe o velho, “Que livro é esse”, perguntou-lhe o Pequeno Príncipe. “Que faz o senhor aqui?”, “Sou um geógrafo”. Respondeu-lhe o velho. “Que é um geógrafo?”, perguntou o principezinho. “É um especialista que sabe onde encontrar os mares, os rios, as cidades, as montanhas, os desertos”.”Isso é bem interessante”, disse o Pequeno Príncipe. “Eis, afinal, uma verdadeira profissão”.E lançou seu olhar ao redor, no planeta do geógrafo. Nunca havia visto um planeta tão grandioso. “O seu planeta é muito bonito. Há oceano nele?” “Não sei te dizer” disse o geógrafo. “E montanhas?” “Não sei te dizer”.“E cidades, e rios, e desertos?” “Também não sei te dizer”, disse o geógrafo pela terceira vez. “Mas o senhor é um geógrafo!” “É verdade” disse o geógrafo. “Mas não sou um explorador. Não é o geógrafo que vai contar as cidades, os rios, às montanhas, os mares, os oceanos, os desertos”. O geógrafo é muito importante para estar passeando...”
O Pequeno Príncipe, Antoine Saint-Exupery
Aprendizagem no espaço e no tempo em que a vida estava sendo vivida!
Faz algum tempo comecei a ficar intrigado com o conhecimento que até então me havia passado despercebido. Eu tinha consciência dele, mas nunca havia parado para pensar. Esse conhecimento é a construção de mapas dentro da nossa cabeça. Os mapas, antes de existirem no papel, existem como realidades virtuais, como idéias.
A construção de mapas, talvez, nosso primeiro impulso de aprendizagem da vida. Os mapas são criados para marcar os caminhos, trilhas por onde caminhar no espaço abstrato do mundo. Servem para nos levar do lugar onde estamos para o lugar onde desejamos ir. Veja o bebezinho. Ele nada sabe sobre o mundo, exceto uma coisa: Há algo que dói dentro dele, a fome. E há também objeto delicioso que sacia a sua fome, o seio da mãe. E logo ele aprende que o caminho que o leva da fome ao seio da mãe é o choro. É um caminho extraordinário, pois não é preciso caminhar para chegar ao seu destino. O choro é uma invocação: o bebê chama o objeto do seu desejo e ele vem. Quando crescemos, aprendemos que esse caminho não funciona sempre. Não basta chorar para o objeto desejado vir até nós; há que caminhar; temos de ir até ele.
O primeiro mapa do bebê se constrói com sons: o choro. O choro marca um destino. Muitos mapas se fazem com sons. Lembro-me das instruções que um homem me deu para que eu chegasse a casa de Carlos Rodrigues Brandão, meu amigo, lá em Pocinhos do Rio Verde. “O senhor vá por essa estrada e ao ouvir o barulho de uma cachoeira, vire a direita...” Com a informação recebida, um sinal sem sentido se transformou numa trilha.
Com o desenvolvimento da vida, o espaço se amplia. A criança aprende o caminho para a cozinha, para o banheiro, para a caixa de brinquedos, para a geladeira. Um certo cheiro diz que, na cozinha, estão fazendo brigadeiro... Trilhas também se fazem com cheiros...
Aí a vida se explica ainda mais. Os mapas da casa ficam mais detalhados. Só me oriento na minha casa porque tenho mapas na minha cabeça onde estão indicados os lugares das coisas: O que as gavetas guardam, as prateleiras e os livros, a caixa de ferramentas, o guarda-roupas, a geladeira... Todas essas informações estão no espaço de latência. Dormem. Quando preciso de uma coisa, uma trilha salta do seu sono e me diz que trajeto seguir.
Os mapas que existem na minha cabeça são uma organização abstrata do espaço. Eles nada me dizem sobre os caminhos a serem tomados. Mas quando o desejo surge, ele marca, nos mapas abstratos, as trilhas e os caminhos da vida. Uma trilha é coisa viva, parte do meu corpo.
O mundo continua a crescer. A vizinhança, o bairro, a cidade, o país, o mundo, o universo. Os homens criaram mapas do universo porque queriam que o seu pequeno endereço da Terra fosse um caco no grande mapa-mosaico que é o universo. Aprenderam que as estrelas são sinais que indicam os caminhos a seguir, na Terra. Os magos seguiram a estrela... Ainda hoje, quando viajo, gosto de olhar as estrelas para saber em que direção estou indo. E me pergunto: Em que direção guiaria meu avião para voltar a minha casa?
Do choro do bebê à contemplação das estrelas um mesmo desejo em operação: queremos chegar a lago. O puro mapa geográfico desenha um espaço abstrato, como o do geógrafo de O Pequeno Príncipe. Esses mapas, nesse estado, não interessam a vida porque não indicam direções. Mas basta que o desejo apareça para que no espaço indiferente do mapa apareçam trilhas e caminhos pulsantes, que indicam as direções. O ET, na saudade de sua casa, olhava para o céu estrelado, identificava uma dentre milhões e dizia: “Home, home” – lar, lar.(contou-me um neurologista amigo que um dos primeiros sintomas do mal de Alzheimer é o esquecimento dos mapas).
Joãozinho e Maria usaram as pedrinhas que tinham nos bolsos para marcar a trilha, a única que lhes interessava, a única que os levaria de volta ao lar. Quando os passarinhos comeram as migalhas de pão que haviam lançado pelo caminho elas ficaram perdidos e caíram na casa da bruxa.
Palavras. Todas as conversas são explorações de mapas e trilhas. Falamos para indicar caminhos, sejam os da cidade, sejam os da alma. Porque a alma também tem caminho. Quem não os souber não chegará lá. A psicanálise é um mapa da alma. A terapia são as trilhas. Não é curioso que usemos a palavra “carta” tanto para nos referimos aos mapas dos geógrafos quanto às cartas dos amantes?
Há muitos anos Weley Duke Lee produziu uma série de mapas artísticos aos quais de o nome de “Cartografia Anímica”. Não eram mapas geométricos, como os dos Atlas. Eram mapas da vida, da alma.
Em suas origens, a função dos mapas era mostrar as trilhas a serem seguidas em busca de lago que desejava: a fonte, a caça, o tesouro, a mulher amada. As trilhas revelam os segredos do coração. Começam na ignorância: nada se sabe. O desejo mais a ignorância conduzem a uma “excursão”, uma exploração sem direção certa do espaço ao redor do corpo, o entorno. O geógrafo se queixava da inexistência de exploradores, o que tornava impossível sua importante tarefa de
fazer mapas. Na excursão sem direção certa, o explorador vai encontrando coisas. Aquelas que considera importantes, nelas deixa suas marcas. É claro que a “importância” vai depender do desejo que faz os olhos remexerem...
Eu estava numa praça, assentado num banco, matando tempo. Aproximou-se um menino engraxate. Deixei que ele engraxasse os meus sapatos. Conversamos. De repente, ao ver um homem que se aproximava – estava bem longe ainda -, ele disse: “Lá vem um freguês!”. Perguntei: “Seu amigo?” Ele me olhou surpreso, como se minha pergunta fosse tola: “O senhor não olhou pros sapatos dele?”. Os mapas daquele menino não eram os meus mapas. Os sinais que batizam os mapas de um engraxate são sapatos. Sapatos de couro, preferivelmente. Não incluem havaianas, tênis, sandálias... Por isso as trilhas dos meninos engraxates passam por praças e jardins. É nas praças e nos jardins que eles encontram suas caças... Voltarão depois, não mais excursionando. Voltarão para os lugares já sabidos. Assim, quando um outro, que nunca excursionou, fizer a pergunta, o engraxate que já foi lhe mostrará a trilha. Antes das trilhas, o caminhar. “Caminhante, não há caminhos. Os caminhos se fazem ao caminhar”, escreveu Antonio Machado.
***
O biólogo Jakob Johann von Uexküll fez uma deliciosa sugestão poética sobre a forma como os animais mapeiam os seus mundos. O senso comum pensa que existe um único espaço igual para todos. Borboletas, ouriços, macacos, lemas sã todos habitantes de um mesmo espaço. Cada um deles trata de aprender a se mover nesse espaço único, igual para todos. Uexküll disse que não é assim. No processo de construir seus mapas, cada animal parte da hipótese de que o mapa do mundo é igual ao mapa do seu próprio organismo. Haveria, então, muitos mapas diferentes, os mapas-borboletas, os mapasouriços, os mapas-macacos, os mapas-lemas...
Para explicar sugestão tão estranha, ele lançou mão de uma metáfora musical. Imagine que o mundo é uma harpa gigantesca. Cada animal é uma melodia que se toca. Quando essa melodia se faz ouvir, as cordas da harpa que lhe são harmônicas começam a vibrar. As outras, que não lhe são harmônicas, ficam inertes. É como se não existissem. É isso que o animal conhece do mundo: aquilo que, nele, vibra com a sua própria melodia! O mundo então soa como uma sinfonia que só o animal pode ouvir.
Isso nos conduz a uma observação que fez Piaget, em seu livro Biologia e conhecimento. Ele diz que a aprendizagem é um processo de assimilação progressiva do espaço ao redor do corpo. Essa assimilação do espaço é a prioridade cognitiva do corpo, porque desse conhecimento depende sua sobrevivência. À semelhança da ameba que lança seus pseudópodos, fazendo-os excursionar pelo seu entorno, a fim de comer o que, de alimento, encontrar. O corpo do animal não termina na pele. Estende-se pelo seu entorno. O entorno é comida. Só é digno de ser aprendido o espaço que pode ser comido. Aprender, apreender, comer. Aprendiz: aquele que come o seu espaço. Traduzido pedagogicamente: é esse espaço vital, anímico, gastronômico, extensão, parte do meu próprio corpo, que estabelece o programa de aprendizagem.
Desdmond Morris, antropólogo, autor do livro O macaco nu, sugeriu que muitos dos nossos comportamentos culturais são transformações de comportamentos animais. Os cães e os lobos marcam os seus mapas urinando. Seus marcos são feitos com cheiro. Os pássaros fazem seus mapas com sons: cantam. Nós fazemos uso de outros artifícios para marcar nosso espaço: penduramos quadros nas paredes, enchemos a casa com objetos, pintamos as paredes com nossas cores favoritas, acendemos incenso, tocamos musica, fazemos jardins... De vez em quando os decoradores se metem e decoram a casa segundo padrões abstratos, que nada tem haver com o morador. A casa fica, então, esquisita. Esteticamente elegante, sem ser lar. Casa boa é aquela da qual se diz: “Tem a cara do morador”. Isso é verdadeiro para todas as criações verdadeiramente humanas. Como o Criador, estamos destinados a criar o nosso espaço à nossa imagem e semelhança. E é lição da psicanálise: estamos à procura de nós mesmos. Queremos um mundo que tenha a nossa cara. Somente um mundo com nossa cara pode ser lar.
É por isso que os verdadeiros cartógrafos são os artistas e todos os artistas são cartógrafos.
***
Conversei com um grupo de professores do Aprendiz. Contaram-me do trabalho que estão desenvolvendo com os alunos de uma escola parceira. (Lembram-se do conceito de “intervenção”? Uma agulha introduzida num ponto da pele que mexe com o corpo inteiro, uma pedrinha lançada na superfície das águas de um lago e que produz ondas concêntricas que vão se espalhando... Muitas escolas estão sendo atingidas pelas ondas...) Mostraram-me o primeiro esboço do que estão fazendo: um mapa do entorno da sua escola. Um mapa curioso: não havia indicação de ruas. O que havia era a indicação dos lugares. Lugares especiais, escolhidos pelos alunos como dignos de serem freqüentados. Havia até a indicação de um lugar apropriado para a cabulação de aulas. Também os lugares que ficar enquanto se está cabulando uma aula pertencem ao mapa anímico dos estudantes. Lugares bons de ficar, de se encontrar pra conversar. Era um mapa de destinos. As ruas viriam depois, caminhos... É assim que se desenham os mapas anímicos: começando pelo fim. O que os distingue dos mapas dos geógrafos que indicam o que existe, o Norte, o Sul, o Leste e o Oeste, mas nada dizem sobre destinos. Somente depois de escolhidos os destinos é que se inicia a busca dos caminhos.
Escrevi isso e o meu pensamento parou, interrompido pela dúvida. Será assim mesmo? Os caminhos serão apenas meios? Não serão também destinos? Nietzsche se ria dos turistas que subiam as montanhas como animais, estúpidos e suados, cegos a toda beleza que se encontrava à beira dos caminhos. Não haverá uma alegria em se estar simplesmente indo e vendo? Só os adultos usam os caminhos como meios para chegar a um destino. As crianças, ao contrário, vão andando com olhos encantados, sem pensar muito no ponto de chegada, atentas aos espantos que moram à beira dos caminhos. Eu senti alegria enquanto caminhava pelas trilhas do Aprendiz. Como disse o Riobaldo, filosoficamente, “o real não esta na saída nem na chegada; ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”. Coisa boa esta, quando os caminhos também são destinos... Vagabundear pelas ruas da cidade é também um destino?
O mapa esboçado pelos estudantes confirmou minha suspeita: para o Aprendiz, a aprendizagem acontece no entorno vital. E ela se inicia com a construção de mapas e trilhas. O mosaico do Aprendiz, assim, terá a forma de um mapa cotado por trilhas que levam aos lugares bons de se estar. São esses mapas e trilhas que indicam os caminhos por onde deve andar o aprendiz para aprender. Não mais programas. No seu lugar: nas grandes cidades, nos bairros, nas favelas, nas pequenas vilas, nas praias de pescadores, nas montanhas, no campo, nas regiões ribeirinhas da Amazônia... Entornos diferentes, vidas diferentes, mapas diferentes, trilhas diferentes, programas diferentes, saberes diferentes. Assim deve ser, para se viver. Quem não tem mapas e trilhas fica perdido.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Oficina ensina técnicas de plantio à comunidade

Em outubro de 2011 foi realizado um evento cultural na escola CEMEB Carlos Drummond em que foi oferecida aos pais uma oficina de horta na palha. Eles já conheciam o Projeto Horta desenvolvido pela professora Neide com o Maternal porque foi publicada uma notícia no jornal da Educação no mês de agosto.

Mães participam da oficina.
Leia entrevista concedida por Neide sobre a oficina.


Gabriela - Como foi a oficina?
Neide - Foi ensinada a técnica de plantio na palha. Mostrei as fotos do Projeto com o Maternal desenvolvido desde 30 de maio, demostrei como montar o canteiro no chão, numa caixa e numa garrafa PET. Todos que participaram da oficina fizeram uma garrafa, plantaram uma mudinha de alface e levaram para casa. Dei todas as orientação de como cuidar e o tempo estimado para a colheita. No caso da alface crespa são 60 dias.


G - Quantas pessoas participaram?
N - Nós tínhamos cortado umas 50 garrafas. Este foi o número mais ou menos de participantes da oficina, mas tínhamos outras atrações no evento. Muitos pais estavam participando no geral. Alguns somente viram as explicações, fotos, uma caixa pronta com alfaces plantadas, mas não fizeram na garrafa.

Fotos do Projeto Horta.


G - Quem participou?
N - Pais, mães, avós, crianças (alunos), outras crianças da comunidade e visitantes convidados pelos alunos.

G - O que foi comentado sobre a oficina?
N - Acharam uma técnica fácil, diferente do que já viram e sabem de plantio, de baixo custo, bastante interessante, principalmente porque dei o depoimento de que depois da horta, meus alunos não gostam de comer a merenda sem "saladinha" e cobram dos pais quando não tem.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Você sabia que Itapevi faz parte da sub-bacia Pinheiros-Pirapora?

A região Pinheiros-Pirapora, abrange 8 municípios: Jandi­ra, Pirapora do Bom Jesus, Carapicuíba, Osasco, Santana de Parnaíba, Itapevi, Barueri e São Paulo. Está localizada na porção final da Bacia do Alto Tietê, a jusante da foz do Rio Pinheiros (que deságua no Tietê) e de municípios como São Paulo, Guarulhos, e da área do Grande ABC.
O Tietê chega à região não só com a água, mas também com todos os resíduos das outras cinco sub-regiões da Bacia. Isso faz com que a região Pinheiros-Pirapora, além de ter que lidar com seus problemas hídricos, também seja contaminada por poluentes e sofra impactos originados nas outras sub-regiões.
Entre as questões que vêm de fora da área destaca-se a poluição das águas do Tietê e a deposição de sedimentos, ambos originados a montante da sub-região Pinheiros-Pirapora, mas nem por isso menos impactantes. Embora a SABESP, depois de intensa pressão social, tenha ampliado a capacidade das Estações de Tratamento de Esgotos, ainda há volumes significativos de efluentes sanitários e industriais que contaminam as águas do rio. Como a região Pinheiros-Pirapora está a jusante das áreas mais intensamente ocupadas e urbanizadas da Região Metropolitana, suas águas recebem esta poluição.
Da mesma forma, boa parte dos sedimentos produzidos na metrópole acabam assoreando o Rio Tietê na região, aumentando as possibilidades de inundações. Ainda que os municípios da região participem da geração destes problemas, grande parte deles é mesmo criada à montante.
...

Saiba mais entrando no site do Subcomitê Pinheiros-Pirapora - clique aqui. Além de notícias, é possível encontrar documentos técnicos, apresentações e informações sobre projetos desenvolvidos no subcomitê Pinheiros-Pirapora. O site é interativo - ver a página dos mapas, por exemplo - e pode ser uma ótima ferramenta para o trabalho em sala de aula.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Professores se unem ao 5 Elementos

Este é um projeto que inspira muita credibilidade e uma visão mais introspectiva sobre nossas ações como seres humanos.
Muito tem sido falado sobre as questões ambientais, porém pouco ou nada tem sido realmente feito sobre essas questões. Então quando temos um grupo com está vontade de "Fazer a Diferença" temos que apoiá-lo e fazer o que estiver ao nosso alcance para que estes possam ser ouvidos.
E é o que o Município de Itapevi vem fazendo ao longo destes anos, apoiar esta Equipe Ambientalista incentivando nossos Educandos, através dos Projetos desenvolvidos pelo Instituto 5 Elementos.
Projetos que visam não somente um modo de vida sustentável como também nosso comprometimento com os usos dos Resíduos Sólidos de nosso Município.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Horta feita na Palha Seca


Início do plantio das verduras




O dia da colheita foi fantástico!


Eles almoçaram uma deliciosa salada feita com as verduras que plantaram, cuidaram e colheram.



PROJETO PILOTO “HORTA NA PALHA”

Esta metodologia foi desenvolvida a partir de uma aula prática vivenciada pela Professora Neide Amaral Moraes, do CEMEB Carlos Drummond de Andrade numa das aulas do Projeto Educar para Reciclar – parceria da Secretaria da Educação de Itapevi com a empresa Eurofarma.

O ambientalista Peter Webb, ensinou na aula prática citada, como preparar canteiros utilizando a palha como principal recurso, diminuindo assim o acúmulo delas em terrenos, beiras de estradas e também do lixo que é levado para o aterro.

É possível fazer a horta em pequenos espaços, utilizando-se de caixa, pneu, bacia ou diretamente no chão (até no concreto). O preparo do canteiro é fácil, quase sem custo e extremamente gratificante.

A experiência vivenciada pela professora deu-se o início da implantação do projeto da horta na escola em que trabalha, inicialmente com sua turma de maternal, obtendo a participação direta de cada aluno desde os primeiros preparativos, tornando a horta parte do seu cotidiano na escola, em casa e na comunidade.

Durante o desenvolvimento do projeto, diversas atividades foram aplicadas e sistematizadas pela professora, utilizando-se a horta como instrumento pedagógico curricular.

Certamente o tema que mais se evidencia é a alimentação, principalmente na época da colheita, beneficiando os alunos, suas famílias e toda a comunidade na qual estão inseridos. Mas outro tema bastante abordado é sobre a reciclagem, considerando que o cultivo das hortaliças é feito quase que 100% na palha, considerada “lixo” e sem serventia.

A professora Neide teve o apoio da gestão e multiplicou a ideia ao corpo docente durante HTPCs. O projeto foi apresentado através de exposição de fotos, de visitas à horta por todos da escola (funcionários, professores, alunos e pais) proporcionando à maioria vivenciar a experiência e adquirir confiança na aplicação do método.



PROJETO DIDÁTICO - PILOTO

HORTA NA PALHA

PROPOSTA DA EUROFARMA : PROJETO “EDUCAR PARA RECICLAR”
PROFESSORA NEIDE DO AMARAL MORAES
CEMEB “CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE”


Objetivos:
- Criar uma horta e cuidar dela.
- Observar o desenvolvimento de um ser vivo.
- Valorizar o meio ambiente.
- Incentivar a boa alimentação.
- Multiplicar a proposta do Projeto (Corpo docente e Comunidade)

Ano
Maternal – Educação Infantil – Crianças de 3 anos de idade


Tempo estimado
Aproximadamente 60 dias, dependendo da verdura que será plantada.


Material necessário
Palha seca, adubo orgânico, mudas e regador.


Desenvolvimento
Antes de começar, tivemos o momento da Roda da Conversa para falarmos sobre alimentação, sobre o que iríamos fazer, o que usaríamos e quais os objetivos.



O canteiro
Num canto ensolarado, foram montados dois canteirinhos com as palhas secas e um pouco de adubo orgânico. Depois, abrimos pequenos buracos parecidos com “ninhos”.



O plantioAs crianças receberam instruções sobre as mudinhas de verduras e hortaliças que foram plantadas, os cuidados que nossa horta precisaria para dar certo e como seria a participação de cada um deles.


AcompanhamentoForam fotografadas todas as fases do projeto. As crianças visitaram a horta diariamente, regaram as verduras e observaram o crescimento das mesmas. Durante o processo, as crianças compararam fotos de cada semana e as observações foram feitas pela professora e por eles durante a Roda da conversa.


A colheita
O grande momento! As crianças colheram as verduras e levaram para a cozinha da escola, onde foi preparada uma salada no almoço. Foi feita uma exposição de fotos para que todos os alunos da escola tivessem oportunidade de observar o processo do Projeto Horta na Palha. Depois, o Maternal fez o convite para que todos saboreassem a salada das verduras colhidas por eles naquele dia.


A multiplicação do projetoUm dos pontos principais, foi a multiplicação da horta. Com a colaboração da Direção e Coordenação, o projeto foi passado a todos do Corpo Docente, em HTPC, incentivando-os a realizarem uma horta com cada turma.

As plantas - Experiência do feijão

Ao longo do mês de setembro estudamos as plantas e a sua importância para o meio ambiente.
Aprendemos que as plantas e os animais são seres vivos que vivem próximos de nós.
Durante este estudo tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre as partes que compõem uma planta e o que é necessário para sua germinação, crescimento e desenvolvimento.
Para percebermos melhor até que ponto os fatores ambientais podem influenciar o crescimento de uma planta realizamos a experiência do feijão, em que criamos condições para a germinação de suas sementes.

Aluna observa feijão germinado.

Para tal atividade necessitamos do seguinte material:
- 1 copo;
- Algodão;
- Água;
- Grãos de feijão

É preciso envolver as sementes no algodão, colocar dentro do copo e umedecê-las com água. Você deve mantê-la em contato com a luz do sol de vez em quando e é importante mantê-la umedecida. Depois é só observar com carinho à plantinha nascer e crescer.
Com esta experiência percebemos que a semente germinou e se desenvolveu por ter, principalmente, água, calor e ar!

A atividade foi desenvolvida pela professora Simone Martins com o 3º Ano A - CEMEB Prof. Jossei Toda

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Reflexões Necessárias - Charles Lamb

Desde que nós humanos começamos a nos enlatar, procurar no artificial o sabor do natural contamina-se com as ilusões da vida enlatada, bitolada e fragmentada, restando por vezes ser meros espectadores da nossa própria destruição. Se não plena, gradativa.


Deparamos-nos hoje com o que poderia ser impensado por aqueles que em séculos passados realizaram os perigosos primeiros desvendes da ciência, a mesma que originou a bomba atômica, as armas químicas, os agrotóxicos, a fome. Mas, temos hoje o mais destruidor dos males modernos, o consumismo. Um desenfreado e competitivo consumismo, onde pessoas são meras mercadorias em prateleiras para que grandes empresários as comprem e as domestiquem, entupindo-as entre outros com dioxinas, agrotóxicos, ftalatos, alquilfenóis e palavras como, “que delicia”, “você nunca viu nada igual”, “chegou a sua vez de ter...”, perpetuando seus ganhos e ganâncias, saciando sua capacidade de ignorar a vida em sua plenitude, limitando-se ao seu único e restrito pensamento de MAIS e MAIS dinheiro. Não importando a quem tenha que enganar, subornar ou matar a mingua, mesmo que milhões de humanos famigerados e moribundos vaguem pelo grande planeta, e este, em processo acelerado de definhamento clama por ajuda.


"Eu não amaldiçoarei nunca mais a terra por causa do homem, porque os desígnios do homem são maus desde a sua infância”(Gen. 8, 21). Quem sabe o escrito bíblico nos dá uma pista, reorientando nossas condutas e valores, preservando nossa própria natureza, deixada de lado ou até mesmo desconhecida.
Assim, anda-se numa ida sem volta ao shopping da ilusão cotidiana, mascarada na infelicidade do viver pelo viver, faz com que se sinta alegria e desejo quando vem uma logo marca antes do sabor, ou por ter um último tipo de qualquer coisa. Chega-se ao ponto de achar que o leite vem da caixinha, que o caminho é acumular capital, e que o problema não é meu.
Que pena, contenta-se com tão pouco, esquecendo-se do telúrico e divino existir, tornado-se um ser humano incondicionado, refém de sua incapacidade de refletir seus gestos com a Terra Mãe, negando-se a partilha do bom viver. Sendo egoísta ao extremo no deixar um deserto para os próximos, deserto em toda forma de vida e não vida.


Ainda vivos e com tantos para criar seguimos rumos incertos, na utopia de que o amanhã será melhor, tendo mãos giradoras da grande manivela, acionando o questionamento e a multiplicação da resistência a este modelo que além de roubar nosso futuro, faz o presente ser esquecido.


Façamos-nos de novo, mas que seja para promover a vida, pela vida toda, sabemos que é possível coexistir entre os diferentes e iguais seres, talvez falte humildade ou até mesmo conhecimento da grande cilada que nos metemos ao decretar a negação da natureza, a qual fizemos parte.


Não somos estrangeiros neste planeta, somos seus moradores, tudo que precisamos para nos manter vivos vem dele de forma natural, não há artificialização, homogeneização, padronização, valoração monetária, há apenas a indispensável e contínua ciclagem de elementos, fazendo com que giramos quase que sem perceber no infinito universo que nos cerca.

domingo, 20 de novembro de 2011

Oficina de Sucatas

A oficina foi realizada em sala de aula com materiais recicláveis. O tema proposto foi "brinquedos" e cada criança confeccionou seu próprio trabalho.

Alunos constroem seus brinquedos com auxílio da professora Bruna.

Objetivos:
- Conscientizar as crianças sobre a importância da reutilização de materiais recicláveis;
- Despertar para a importância da educação ambiental para o meio ambiente e um olhar diferenciado pelo interesse da natureza;
- Explorar a imaginação e a criatividade.

Os brinquedos construídos foram expostos na escola para comunidade durante a festa da Primavera.

Exposição dos brinquedos.

A atividade foi desenvolvida pela professora Bruna Macedo - com o 1º ano B - CEMEB Prof.º Jossei Toda.

domingo, 13 de novembro de 2011

Conceitos e Práticas da Educação Ambiental na Escola

Educação Ambiental tem que ser encarada hoje em dia como uma necessidade imediata, nós educadoras da rede municipal de Itapevi estamos comprometidas com essa ação, mas como tudo que  fazemos na vida, precisamos de objetivos e diretrizes.
Pensando nisso  o Ministério da Educação e o Ministério do Meio Ambiente em parceria com algumas escolas e comunidades e com a experiência adquirida depois de duas edições da Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente e da criação da Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola (COM-VIDA), criou esse documento, uma espécie de cartilha que visa o diálogo entre professores e professoras sobre qual o papel da escola na formação de uma sociedade Sustentável.
Abaixo segue o link do portal do Mec onde se pode encontrar esse documento.

http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/publicacao3.pdf

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Criação participativa do Blog Rede Itapevi de Educação Ambiental

No dia 03 de novembro de 2011 foi criado o Blog Rede Itapevi de Educação Ambiental, de forma participativa e colaborativa, envolvendo as professoras integrantes do curso de Educação Ambiental à professores municipais de Itapevi. Este curso é uma iniciativa do Instituto Eurofarma em parceria com a Secretaria de Educação e Cultura de Itapevi e o Instituto 5 Elementos.

As professoras aprenderam a criar um blog, concebendo-o como meio de comunicação e divulgação para mostra ao mundo as iniciativas das escolas em sustentabilidade. De forma participativa, foi decidido qual seria o nome de blog, seus objetivos e as próximas notícias a serem postadas. Um dos objetivos acordados entre o grupo foi o de utilizar o blog como ferramenta para fortalecer a rede de Educação Ambiental do município.

O Blog é colaborativo, ou seja, todas as educadoras que participaram do curso contribuirão com postagens.

Criação participativa do Blog "Rede Itapevi de Educação Ambiental"
Foto: Leila Maria Vendrametto

Fiquem atentos para as novidades de Itapevi!!!